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Tabela do IUC: como ler os escalões por cilindrada e CO₂

A tabela do IUC organiza o imposto anual dos ligeiros em duas categorias: A, para veículos matriculados até 30 de junho de 2007, e B, para os matriculados depois dessa data. A primeira assenta na cilindrada; a segunda soma cilindrada e emissões de CO₂, por escalões progressivos.

Categoria A e categoria B: o que muda

A data da primeira matrícula é o critério decisivo, e explica porque dois carros idênticos podem pagar valores muito diferentes. Esta é a lógica de cada categoria:

CritérioCategoria ACategoria B
Primeira matrículaAté 30-06-2007A partir de 01-07-2007
Base de cálculoCilindrada, combustível e época da matrículaCilindrada + emissões de CO₂
Peso do CO₂Não entra diretamenteComponente autónoma, por escalões
Tendência de valorGeralmente mais baixoCresce com motor e emissões

Os montantes de cada escalão são atualizados anualmente, pelo que este guia explica a estrutura mas remete os números para a tabela oficial publicada no Portal das Finanças. Para o enquadramento geral do imposto — quem paga, quando e o que acontece em caso de atraso — consulte a página do IUC.

Como se lê a tabela da categoria B

Para posicionar o seu carro na tabela precisa de três dados, todos presentes no Documento Único:

  1. Cilindrada em centímetros cúbicos — determina o escalão da primeira componente;
  2. Emissões de CO₂ homologadas em g/km — determinam o escalão da segunda componente; atenção ao ciclo de medição, porque veículos homologados em WLTP têm escalões próprios, distintos dos NEDC;
  3. Data da primeira matrícula — além de definir a categoria, aplica coeficientes de agravamento por ano de matrícula dentro da categoria B.

O imposto final é a soma das duas componentes, multiplicada pelos coeficientes aplicáveis. Nos veículos a gasóleo acresce ainda um agravamento específico previsto no código. Se o campo das emissões estiver em branco no documento — acontece nalguns importados mais antigos —, o enquadramento é feito segundo as regras supletivas do código, o que pode resultar num valor menos favorável; vale a pena regularizar a homologação para corrigir o escalão.

Agravamentos e casos particulares

  • Gasóleo: suporta um adicional face a um gasolina equivalente, nos termos da tabela em vigor;
  • Emissões elevadas: os escalões superiores de CO₂ têm vindo a ser reforçados com adicionais próprios;
  • Elétricos: os veículos exclusivamente elétricos estão isentos de IUC — mais um argumento analisado nos incentivos ao carro elétrico;
  • Mercadorias e outras categorias: comerciais, motociclos e pesados seguem tabelas separadas (categorias C a G), com critérios de peso e utilização.
Dica: antes de comprar um usado, simule o IUC com os dados exatos do Documento Único do carro em causa. Entre um motor ligeiramente maior e uma homologação WLTP menos favorável, dois candidatos aparentemente iguais podem ter custos anuais bem diferentes durante toda a vida do veículo.

O IUC no custo total do carro

O IUC repete-se todos os anos enquanto o veículo estiver registado em seu nome — só cessa com a venda registada através da transferência de propriedade ou com o cancelamento da matrícula no abate. Por isso deve pesá-lo na decisão de compra ao lado do ISV (pago uma única vez), do seguro e da manutenção. Quem pondera trazer carro de fora encontra no guia da importação de automóveis a relação entre a data de matrícula de origem e o escalão de IUC que pagará em Portugal — a categoria é definida pela primeira matrícula original, não pela data da matrícula portuguesa. Num usado de 2006 essa regra costuma jogar a favor do comprador; num importado recente com emissões altas, pode transformar a tabela num custo anual que apaga a poupança feita na compra.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre as categorias A e B?

A categoria A abrange os ligeiros matriculados até 30 de junho de 2007, tributados sobretudo pela cilindrada, com ajustes por combustível e época da matrícula. A categoria B abrange os matriculados a partir de 1 de julho de 2007, tributados pela soma da componente de cilindrada com a componente de emissões de CO₂.

Quando e como se paga o IUC?

Paga-se todos os anos até ao fim do mês da matrícula do veículo (com regime próprio para o mês de dezembro), no Portal das Finanças, em multibanco com a referência gerada online ou num serviço de finanças. A obrigação recai sobre quem consta como proprietário no registo.

Porque pago mais IUC do que um carro igual ao meu?

Provavelmente porque as datas de primeira matrícula caem em categorias ou escalões diferentes, porque um foi homologado em NEDC e outro em WLTP, ou porque um deles é gasóleo e suporta o agravamento aplicável. Pequenas diferenças de emissões declaradas também mudam o escalão.

Onde consulto os valores oficiais em vigor?

No Portal das Finanças, que publica as tabelas atualizadas do Código do IUC e permite simular e liquidar o imposto do seu veículo depois de autenticado. É a única fonte que garante valores do ano corrente.